Igreja e pandemia
Cómo pude dejar eso de lado?
O que Deus está dizendo com tudo isso?” e “O que Deus quer realizar por meio de tudo isso?”
Melhor um imperfeito mas entregue trabalho que um ideal mas não acabado, pensei.
“Nosso mundo mudou para sempre.”
Todos provavelmente viram tais palavras no primeiro quadrimestre de 2020. E,
ainda que elas cheirem a hipérbole, presenciamos como um pequeno vírus se tornou o veículo por meio do qual o mundo tomou uma grande sacudida.
os que estão no ministério em tempo integral provavelmente precisarão de uma abordagem que exija um reengajamento contínuo com os intermináveis ciclos de rápidas mudanças no mundo.
Prognósticos e profecias são um campo arriscado quando mudanças tão profundas têm acontecido tão rapidamente.
Nosotros simplemente no sabemos
se trata de um vírus confuso em um tempo confuso.
Se os melhores virologistas, epidemiologistas e economistas do mundo não sabem como serão as coisas daqui a alguns meses a partir de
agora, quem sabe?
Correção de curso. A (predominantemente ocidental) narrativa de um progresso
ininterrupto sofreu um sério, mas provavelmente não fatal, golpe.
Tais contratempos forçam-nos a mudar, a repensar (também conhecido como “arrepender-se)
Se não podemos saber a respeito do futuro, como nos planejamos para ele?
Sul global - Eles têm experiência em como sobreviver em meio a situações extremas.
A cosmovisão da cristandade assume que estamos segurando o poder e que podemos viver toda a nossa vida de maneira planejada. Da próxima vez que desejarmos que nossos parceiros “mais fracos” sejam melhores em planejar e implementar, vamos nos lembrar que somos tão inábeis em enfrentar a imprevisibilidade como eles são em planejar na estabilidade. (Stan Nussbaum, Global Missiology Journal, Vol. 3, No 17 (2020))
Não devemos falar a respeito de algo como verdadeiro até que saibamos que é verdade
As pessoas que pertencem à Verdade devem evitar essa classe de
tentações gêmeas: generalizações e tratamento “evangelástico” dos fatos. Falsificar, ajustar ou mesmo ignorar dados a fim de parecermos melhores, grandiosos e mais sábios tem sido uma estratégia do inimigo desde o Éden. Pensamento positivo não é o mesmo que fé bíblica, e o evangelho jamais é ameaçado pela verdade. Fatos, não especulações, pertencem realmente ao Reino de Deus.
Alguns encararão o confinamento como uma oportunidade fantástica de discipulado, enquanto outros desconstruirão sua fé. Cristãos de
piedade equivalente tratarão a Covid-19 e falarão sobre as causas da pandemia
de forma completamente divergente. Alguns brilharão como estrelas, enquanto
outros perderão qualquer testemunho que tenham.
A humanidade tem uma histórica – e sensível – tendência a se agachar ou se deitar durante pandemias e outras crises,
então não surpreende o fato de a globalização ter estremecido até uma parada.
a história de missões parecer mostrar que a globalização normalmente acelera a
missão, enquanto o nacionalismo ascendente tende a dificultar a missão mundial.
Racismo, xenofobia e formas tóxicas de nacionalismo estão aumentando. Algumas minorias têm se tornado alvo de ódio e violência, enquanto outras sofrem de forma desproporcional por conta da Covid-19. Atitudes anti-imigração e contra
os imigrantes correm ao lado de tais tendências. Os imigrantes já estavam passando por dificuldades, seja nos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio, África do Sul ou Sul da Ásia – bem, na verdade, em praticamente todo lugar. Em tempos como esse, há uma tendência de as comunidades tenderem a se fechar a estranhos, proliferam atitudes de desconfiança, o “de fora” começa a ser demonizado, a discriminação é legitimada, e os corações endurecem. O secretário geral das Nações Unidas chama isso de “tsunami de ódio”.
à Covid-19 têm levado ao aprofundamento de divisões que já eram profundas.
Nao alcançar os quase imposiveis de antes ser alcançados, Por meio de nossas mídias sociais onipresentes, então, isso é praticamente impossível.
Ouvi a respeito de pessoas da geração conhecida como baby boomers culpando os da geração conhecida como millennials e vice-versa sobre condutas irresponsáveis e atitudes egoístas. Observe o abismo entre populações urbanas com alta densidade e populações rurais mais dispersas no que se refere à atitude perante os lockdowns. Os pobres culpam os ricos por terem trazido o
vírus a seus países, e se ressentem do conforto do qual os ricos podem usufruir no lockdown. Os ricos, por sua vez, ressentem-se do lockdown devido às perdas que ele traz aos seus ativos financeiros. Aqueles que querem trabalhar reclamam dos que querem permanecer seguros em casa e vice-versa, e por aí vai.
Os cidadãos perdem a confiança no governo, e as frustrações emergem, especialmente quando os governos falham em dar repostas rápidas e sábias.
A China, em especial por algumas de suas condutas indesculpáveis relacionadas ao manejo da Covid-19, é cada vez mais alvo de recriminação por parte de outros países, em especial dos que necessitam de um bode expiatório para desviar a atenção de seu mau gerenciamento da crise. E a resposta da China é surpreendentemente belicosa. Alguns alertam para uma onda de nacionalismo chinês que possa levar a algo além de embates comerciais, ou seja, a uma escalada de tensões militares na região do leste asiático.
O nacionalismo e a política externa conhecida como hawkish (contracionista, não expansionista) ganham aceitação em tempos de declínio econômico.
Dos sete importantes papeis
que a Igreja pode desempenhar durante crise do coronavírus, o primeiro é “Divulgar mensagens claras e corretas”, e o segundo é “Conter mensagens falsas e prejudiciais
para não incitar o pânico e prevenir estigmas”.
Quando nos envolvermos com nossos irmãos que caíram em tais armadilhas, temos de ter em mente 2 Timóteo 2.24-26.
Quando, de maneira impensada, abraçamos ensinamentos falsos, falhamos em amar o Senhor, nosso Deus, com toda a nossa mente (Mt 22.37), além disso, não somos “espertos como serpentes” (Mt 10.16).
Quando espalhamos tais inverdades, damos falso testemunho, e quebramos o nono mandamento.
Quando ensinamos tais falsidades, seremos julgados com mais rigor (Tg 3.1). Quando nos deleitamos em apontar o dedo de julgamento e acusação, estamos nos distanciando do coração de Cristo, cujo foco é buscar e salvar os perdidos. O padrão da medida que adotarmos será usado para sermos medidos (Mt 7.2). Finalmente, quando nós rejeitamos a verdade e corremos atrás de mitos (2Tm 4.4), estamos trazendo descrédito ao nome de Cristo.
Não devemos abraçar sem senso crítico a narrativa convencional que o mundo
incrédulo quer que adotemos. Sabemos que ela, também, baseia-se em mentiras. Definitivamente, então, trata-se de um momento para considerarmos formas alternativas de entender as notícias e interpretar os assuntos atuais. No entanto, em última análise, essa prática deve ter como objetivo a manutenção de nosso testemunho como pessoas de verdade e amor. Meu ponto central junto àqueles que me apresentam teorias da conspiração é geralmente um “E daí?”.
Mesmo que toda especulação seja uma afirmação 100% verdadeira, como isso muda o que Jesus me chamou para fazer, quem Jesus me chamou para ser e como Jesus me chamou para viver? Não muda
Em meio à proliferação de profetas e videntes no YouTube, onde estão aqueles cujas palavras estimulam a igreja global para estar preparada para este tempo? Onde estão aqueles que oram pelos doentes e, assim, veem Deus se mover nas unidades de terapia intensiva?
Eu creio que Deus absolutamente pode atuar e atua de maneiras que confundem
a ciência e convertem céticos. Oremos pela multiplicação de tais dádivas ao mesmo tempo que oramos para que Deus livre-nos dos charlatões, dos que fazem da espiritualidade uma mercadoria. Que aqueles que têm fé possam prosseguir
no caminho correto, com sabedoria e integridade.
Deus misericordioso, poupe sua Igreja dos falsos mestres, cuja loucura torna odioso o nome de Jesus para as nações.
Os cristãos têm a oportunidade de demonstrar um espírito de generosidade nesta época de recessão econômica e crise global.
Devemos fazer brilhar nossas
luzes de forma que tenham alta visibilidade. Por quê? Porque assim eles poderão ver nossas boas obras! Que grande chance temos de lutar contra o instinto egoísta e sermos extravagantemente abertos e transparentes em nossas doações.
Essa generosidade foi marcada por muitos sinais e maravilhas, por uma reverência a toda alma, por companheirismo caloroso no templo e nos lares, por cristãos ganhando o apreço de todos; e assim Deus ia aumentando seu número dia a dia. A generosidade faz parte do avivamento!
Isso faz cair por terra a ideia errada que muitos não cristãos carregam dos cristãos. É um testemunho da realidade de sermos uma família global de fé. É um testemunho de que não somos obcecados por riquezas, nem controlados por Mamom, como acontece na maior parte do mundo. É um testemunho que pertencemos a uma causa muito maior que nós mesmos, para a qual disponibilizamos nossas posses. É um testemunho de nossa liberdade em Cristo, que Jesus nos transformou para que possamos dar liberalmente e com alegria.
A Covid-19 nunca será o fim da Igreja. Se aproveitarmos a oportunidade diante de nós, e nos movermos no amor de Jesus e no poder do Espírito, este pode ser um capítulo para refinar, prosperar, crescer e espalhar. A escolha é nossa.
Os movimentos populares são os canais
pelos quais as boas novas são transmitidas com mais fidelidade, e pelos quais os discípulos são feitos com mais eficácia.
A Covid-19 tem mostrado a todo mundo que a essência da Igreja não está nas estruturas físicas, mas em pessoas que cumprem a sua palavra e estão cheias do seu Espírito.
No Ocidente pós-cristão, há lições para nós, se tivermos ouvidos para ouvir. O
aumento da antipatia em relação à religião organizada, o declínio econômico, uma
geração mais jovem sem perspectiva e congregações desconectadas da realidade da comunidade local são realidades que podem demandar da Igreja uma transição mais rápida para que ela seja uma rede de relacionamentos em vez de uma instituição engessada. Em face de pandemias, dissolução da sociedade, crises econômicas e até perseguição contínua, esses modelos que se assemelham à Igreja primitiva mostram-se mais efetivos.
Como, na Igreja, tudo vira de cabeça para baixo e é completamente chacoalhado,
temos diante de nós a chance de recolocar as coisas no prumo, de rever como construímos juntos essa vida cristã comunitária, e como nossas prioridades estão refletindo as do Reino dos Céus.
Jesus demonstrou repetidamente o valor das pessoas em detrimento do valor de
moedas. Seja quando uma mulher usou um óleo caro em seus pés, quando Maria
sentou-se diante dele enquanto Marta trabalhava agitada, na porção escassa da viúva, na perturbação da economia local quando da limpeza do templo, quando houve a destruição indireta de uma manada de porcos, e em muitos outros episódios nos quais vemos a resposta de Jesus à pergunta “Mas e a economia?”. A única razão pela qual a economia importa é porque pessoas importam mais.
O capitalismo não controlado pela compaixão causa grandes danos. E as pessoas que sofreram com os danos colaterais desse sistema defeituoso estarão ansiosas – possivelmente violentamente ansiosas – por adotar modelos políticos e econômicos diferentes, muitos deles considerados radicais.
São necessárias cinco experiências positivas para contrabalancear uma única negativa, e que 40 relatos positivos de clientes são necessários para anular o efeito de uma revisão negativa publicada on-line. O Reino de Deus não pode ser reduzido ao exercício de boas práticas de relações públicas, mas como embaixadores que somos, temos sem dúvida muito trabalho a fazer!
O homem é a mensagem. E uma vez que não podemos esperar por graça da parte da mídia secular, as palavras ditas em público e as condutas de alguns cristãos no Ocidente têm causado constrangimento ao nome de Jesus.
Como nossa conduta comunica de maneira efetiva a beleza de Jesus a um mundo que torce para que falhemos?
A intersecção entre política e fé é, mais do que nunca, um assunto controverso e delicado, pelo menos em alguns países. Ainda bem que muitas nações foram poupadas da hiper-polarização da fé cristã. Infelizmente, polarização políticas
aumentam em tempos de crise, e a civilidade geralmente decresce. Isso não precisa ser assim na Igreja, mas muitas vezes é o que acontece. Já é difícil o suficiente, em tempos normais, direcionar àqueles cujas convicções políticas diferem das nossas bondade, paciência, empatia e mesmo amor.
Teorias da conspiração e cristãos.
Como aqueles que seguem o que afirmou ser o caminho, a verdade e a vida estão entre os mais ingênuos e entusiásticos adeptos e disseminadores de falsidades?
Ter fé no que não se pode ver não nos exclui da responsabilidade de sermos maduros em nossa forma de pensar. Antecipar um novo céu e uma nova terra não nos dá licença para endossar a destruição e o sofrimento deste mundo.
Entender que o sistema, os poderes e os principados deste mundo extrapolam a esfera terrena não significa que toda postulação no âmbito do sobrenatural seja necessariamente verdadeira!
Comentarios
Publicar un comentario